Segunda-feira, 26/07/2010, 05h56
CINEMA
Realidade e fantasia se misturam em Solaris
Filme de Andrei Tarkovski é a atração desta segunda (26) no Cineclube Alexandrino Moreira
por Vivian Carvalho
edição: Amanda Aguiar
Estranheza, perplexidade, dúvida. Essas são algumas sensaçõs que se tem ao assistir “2001: Uma Odisséia no Espaço”. Na época em que foi lançado, o longa de Stanley Kubrick fez tanto sucesso que, em meio a Guerra Fria, a União Soviética não quis ficar atrás: tratou logo de produzir um filme para rebater a obra tão bem sucedida do americano. Surgia assim Solaris (1972), filme de ficção cientifica produzido por Andrei Tarkovski.
Baseado no romance homônimo de Stanislaw Lem, Solaris será exibido nesta segunda-feira (26), às 19h, no Cineclube Alexandrino Moreira. Considerado um dos mais importantes filmes da antiga União Soviética, o longa é repleto de divagações filosóficas e diálogos que refletem sobre a humanidade, o capital e as crises existencialistas do homem moderno.
No filme, Chris Kelvin, interpretado por Donatas Banionis, é um psiquiatra responsável em apresentar um relatório sobre a Estação Espacial que orbita o planeta Solaris. Mas, ao chegar à estação, Kelvin se depara com estranhos acontecimentos, como o suicídio de seu amigo e as alucinações dos outros tripulantes.
Kelvin também começa a agir estranhamente e encontra seu antigo amor, Hari- que cometera suicídio há dez anos - na Estação. Em Solaris, a tripulação sonha com entes queridos e ao acordar eles continuam ali, confundido o que é fantasia e o que é realidade.
Apesar de ter sido o menor filme de Tarkoviski, Solaris se tornou o seu maior sucesso comercial. Não à toa, após 30 anos, Steven Soderbergh levou Solaris novamente às telas de cinema. Desta vez, com o ator George Clooney no papel de Kelvin.